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DA:       FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS DE AL/PE/RN

PARA:   SINDICATOS DE BANCÁRIOS FILIADOS   

REF: INFORME DA FEEB AL/PE/RN – Nº 057-2019 – DE 06/05/2019


JÁ ESTOU NO COMANDO GLOBAL DO SANTANDER', DIZ SERGIO RIAL  -  Sergio Rial está lançando agências que tiveram a estrutura física redesenhada Cogitado a se tornar líder do conglomerado, chefe do Santander no País diz que, com 30% do lucro do grupo, já chegou lá (Aline Bronzati e Teresa Navarro) Entrevista com Sergio Rial, presidente do Santander no Brasil e na América do Sul. Um mapa enorme do Brasil decora a sala de reunião do comitê executivo do Santander Brasil, em São Paulo. Está lá desde que o carioca Sergio Rial, 58 anos, assumiu o comando do banco no Brasil, em 2016. Foi colocado a pedido do próprio. O mapa funciona como uma espécie de raio X de tudo o que se tem para fazer no Brasil, segundo Rial. Escolhido em abril para capitanear também as operações do Santander na América do Sul, Rial acumula a função com a presidência do banco no Brasil. Sob a sua gestão, a filial brasileira mais que dobrou o lucro trimestral e cresceu em ativos quase um HSBC, que deixou de comprar, ao perder a disputa para o rival Bradesco. Como consequência, o Santander Brasil voltou a ser a filial mais importante no conglomerado e atingiu, no fim de março, a fatia histórica de 29% nos resultados globais do grupo espanhol – mais do que Inglaterra e a própria Espanha juntas. Com isso, cogitou-se, no início do ano, que Rial seria um forte candidato à estar na frente do Santander, na matriz. “Com 30% do resultado do grupo, já estou no comando global”, diz Rial, que já faz parte do comitê executivo global do banco. A seguir, a entrevista concedida ao Estadão/Broadcast. Estadão: Por algumas vezes, a presidente do conselho do Santander, Ana Botín, afirmou que o banco ainda não tinha o tamanho que gostaria no Brasil. Com 29% de peso nos resultados globais do grupo, a subsidiária brasileira já é do tamanho que o conglomerado espanhol deseja? Sergio Rial: Quando eu olho para o mapa do Brasil – e eu tenho um enorme na nossa sala de reunião –, entendo aqueles que pensam, às vezes, em sair do País. Mas é só olhar de novo para o mapa e repensar que temos tudo por fazer. Se tivermos um olhar muito forte para que o consumidor se identifique com uma instituição transparente e responsável, com papel claro com relação à sociedade e sem discurso falso de marketing, é inquestionável que vamos crescer mais que a média da concorrência. Aí não tem limite. Veremos o Sergio Rial no comando global do Santander? Com 30% do resultado do grupo, já estou no comando global. Faço parte do comitê executivo global do banco. Sem HSBC e Citi no varejo bancário, o Santander passou a ser o único estrangeiro no segmento. Como é esse olhar? Somos obviamente o maior banco internacional e, às vezes, eu vejo que a imprensa escreve o banco espanhol. O sr. não gosta? Não. Sou filho de espanhol, meu DNA é espanhol. Então, tenho um orgulho enorme. Dito isso, quando olho para os resultados do banco, que colocam o Brasil à frente da Inglaterra e da Espanha juntas, percebo que somos muito mais um banco brasileiro do que um banco espanhol. Temos muito orgulho da nossa história, mas somos maiores que ela. O comitê executivo global, por exemplo, é composto por 12 pessoas. Sou eu, brasileiro, um irlandês, um mexicano, um americano, uma americana, um alemão, dois espanhóis e um inglês. Quando, entre 12 pessoas, há sete nacionalidades, mostramos na prática que a gente já transcendeu (a origem). O Santander é um banco internacional. Qual a visão, então, desse banco internacional? O Brasil é um país com solidez institucional e desafios óbvios, mas inerentes a uma sociedade democrática. O mundo aguarda sinais concretos de comprometimento ao reequilíbrio fiscal do País. A reforma da Previdência é um componente nesse sentido. Esses sinais estão vindo no ritmo esperado? Sim. Há a mobilização dos governadores, falando claramente da necessidade da reforma da Previdência, mesmo porque eles vivem essa demanda como gestores públicos. O resto é o que chamo da intolerância do mundo consumidor de respostas rápidas. No processo democrático, diálogo é fundamental. Mas o estrangeiro não está investindo no Brasil e as empresas continuam com o pé no freio... Devemos nos importar menos com os estrangeiros porque quem mantém a economia crescendo são os brasileiros. Principalmente, as pequenas e médias empresas, que geram emprego. Temos um desafio enorme de desemprego, estrutural como no resto do planeta, mas mais desafiador no nosso caso, por causa da educação. Como a baixa escolaridade afeta o setor? Estamos transformando o modelo de atendimento do banco e fizemos uma academia de educação interna que permite às pessoas se reabilitarem a um mundo diferente. A desconstrução do organograma está exigindo níveis educacionais de formação e de habilidades maiores que na minha geração. E a concorrência? Vamos ver a transformação do Brasil nas pequenas e médias empresas, com equilíbrio fiscal. Com o País tendo juros baixos por anos, a transformação do tecido concorrencial do sistema financeiro vai ser impressionante. Convivemos com uma Selic a 6,5% ao ano, um nível concorrencial maior e novas empresas. Isso é ótimo e permite, como no nosso caso, o comércio financiar suas vendas a prazo a 2%. Como será o novo modelo de atendimento do Santander? A estrutura física é o simbolismo dos organogramas do século 20. Lançamos um modelo na estrutura física que já não mais fala com eles. Como assim? Desconstruímos as funções organizacionais. As demandas são trazidas à mais importante, o gerente que cuida de processos, necessidades, desejos, negócios e serviços aos clientes. Chamamos as estruturas de lojas – e não mais de agências – porque lá, apesar de não ser possível visualizar produtos, eles estão em prateleiras digitais. Então, teremos um empório de produtos e serviços nos quais os gerentes ajudam clientes a encontrar o que precisam. Quanto tempo levará para ser concluído o processo? Esperamos terminar este ano em todas as agências. Tentaremos inovar para dar a ele uma melhor experiência, de velocidade, de precisão e de proatividade, independentemente de onde o cliente entre no Santander. É o fim dos caixas humanos? É uma transformação muito clara do desenho do banco. O organograma tradicional deixa de existir. O caixa continua existindo, mas não é mais uma pessoa. Qualquer um pode voltar e fazer a autenticação se for necessário. É um pouco do que acontece em qualquer loja. Raramente você vê nas lojas a figura do caixa. O cliente não ficará perdido? O consumidor tem de começar a desconstruir essa necessidade da estrutura física, que deixou de existir. A rede de agências do banco será reduzida? A estrutura física será redesenhada, não necessariamente reduzida. Entre o segmento agro e a marca Prospera, vamos abrir, entre 2018 e 2020, mais de 300 lojas. Só que as lojas vão ser vocacionadas. Essa é outra tendência. Vamos ter um pouco de tudo, eventualmente, algumas agências focadas em investimento, pequeno comércio, agro e também lojas mais generalistas. O novo modelo de atendimento é a direção do banco do futuro? O banco mudou muito, mas a função custódia não vai mudar. Não é difícil pensar que a riqueza se torne um algoritmo, que terá de ser seguramente custodiado em algum lugar de confiança. A custódia de qualquer moeda não vai mudar. Pode até não ser chamado banco.



JÁ ESTOU NO COMANDO GLOBAL DO SANTANDER', DIZ SERGIO RIAL  -  Sergio Rial está lançando agências que tiveram a estrutura física redesenhada Cogitado a se tornar líder do conglomerado, chefe do Santander no País diz que, com 30% do lucro do grupo, já chegou lá (Aline Bronzati e Teresa Navarro) Entrevista com Sergio Rial, presidente do Santander no Brasil e na América do Sul. Um mapa enorme do Brasil decora a sala de reunião do comitê executivo do Santander Brasil, em São Paulo. Está lá desde que o carioca Sergio Rial, 58 anos, assumiu o comando do banco no Brasil, em 2016. Foi colocado a pedido do próprio. O mapa funciona como uma espécie de raio X de tudo o que se tem para fazer no Brasil, segundo Rial. Escolhido em abril para capitanear também as operações do Santander na América do Sul, Rial acumula a função com a presidência do banco no Brasil. Sob a sua gestão, a filial brasileira mais que dobrou o lucro trimestral e cresceu em ativos quase um HSBC, que deixou de comprar, ao perder a disputa para o rival Bradesco. Como consequência, o Santander Brasil voltou a ser a filial mais importante no conglomerado e atingiu, no fim de março, a fatia histórica de 29% nos resultados globais do grupo espanhol – mais do que Inglaterra e a própria Espanha juntas. Com isso, cogitou-se, no início do ano, que Rial seria um forte candidato à estar na frente do Santander, na matriz. “Com 30% do resultado do grupo, já estou no comando global”, diz Rial, que já faz parte do comitê executivo global do banco. A seguir, a entrevista concedida ao Estadão/Broadcast. Estadão: Por algumas vezes, a presidente do conselho do Santander, Ana Botín, afirmou que o banco ainda não tinha o tamanho que gostaria no Brasil. Com 29% de peso nos resultados globais do grupo, a subsidiária brasileira já é do tamanho que o conglomerado espanhol deseja? Sergio Rial: Quando eu olho para o mapa do Brasil – e eu tenho um enorme na nossa sala de reunião –, entendo aqueles que pensam, às vezes, em sair do País. Mas é só olhar de novo para o mapa e repensar que temos tudo por fazer. Se tivermos um olhar muito forte para que o consumidor se identifique com uma instituição transparente e responsável, com papel claro com relação à sociedade e sem discurso falso de marketing, é inquestionável que vamos crescer mais que a média da concorrência. Aí não tem limite. Veremos o Sergio Rial no comando global do Santander? Com 30% do resultado do grupo, já estou no comando global. Faço parte do comitê executivo global do banco. Sem HSBC e Citi no varejo bancário, o Santander passou a ser o único estrangeiro no segmento. Como é esse olhar? Somos obviamente o maior banco internacional e, às vezes, eu vejo que a imprensa escreve o banco espanhol. O sr. não gosta? Não. Sou filho de espanhol, meu DNA é espanhol. Então, tenho um orgulho enorme. Dito isso, quando olho para os resultados do banco, que colocam o Brasil à frente da Inglaterra e da Espanha juntas, percebo que somos muito mais um banco brasileiro do que um banco espanhol. Temos muito orgulho da nossa história, mas somos maiores que ela. O comitê executivo global, por exemplo, é composto por 12 pessoas. Sou eu, brasileiro, um irlandês, um mexicano, um americano, uma americana, um alemão, dois espanhóis e um inglês. Quando, entre 12 pessoas, há sete nacionalidades, mostramos na prática que a gente já transcendeu (a origem). O Santander é um banco internacional. Qual a visão, então, desse banco internacional? O Brasil é um país com solidez institucional e desafios óbvios, mas inerentes a uma sociedade democrática. O mundo aguarda sinais concretos de comprometimento ao reequilíbrio fiscal do País. A reforma da Previdência é um componente nesse sentido. Esses sinais estão vindo no ritmo esperado? Sim. Há a mobilização dos governadores, falando claramente da necessidade da reforma da Previdência, mesmo porque eles vivem essa demanda como gestores públicos. O resto é o que chamo da intolerância do mundo consumidor de respostas rápidas. No processo democrático, diálogo é fundamental. Mas o estrangeiro não está investindo no Brasil e as empresas continuam com o pé no freio... Devemos nos importar menos com os estrangeiros porque quem mantém a economia crescendo são os brasileiros. Principalmente, as pequenas e médias empresas, que geram emprego. Temos um desafio enorme de desemprego, estrutural como no resto do planeta, mas mais desafiador no nosso caso, por causa da educação. Como a baixa escolaridade afeta o setor? Estamos transformando o modelo de atendimento do banco e fizemos uma academia de educação interna que permite às pessoas se reabilitarem a um mundo diferente. A desconstrução do organograma está exigindo níveis educacionais de formação e de habilidades maiores que na minha geração. E a concorrência? Vamos ver a transformação do Brasil nas pequenas e médias empresas, com equilíbrio fiscal. Com o País tendo juros baixos por anos, a transformação do tecido concorrencial do sistema financeiro vai ser impressionante. Convivemos com uma Selic a 6,5% ao ano, um nível concorrencial maior e novas empresas. Isso é ótimo e permite, como no nosso caso, o comércio financiar suas vendas a prazo a 2%. Como será o novo modelo de atendimento do Santander? A estrutura física é o simbolismo dos organogramas do século 20. Lançamos um modelo na estrutura física que já não mais fala com eles. Como assim? Desconstruímos as funções organizacionais. As demandas são trazidas à mais importante, o gerente que cuida de processos, necessidades, desejos, negócios e serviços aos clientes. Chamamos as estruturas de lojas – e não mais de agências – porque lá, apesar de não ser possível visualizar produtos, eles estão em prateleiras digitais. Então, teremos um empório de produtos e serviços nos quais os gerentes ajudam clientes a encontrar o que precisam. Quanto tempo levará para ser concluído o processo? Esperamos terminar este ano em todas as agências. Tentaremos inovar para dar a ele uma melhor experiência, de velocidade, de precisão e de proatividade, independentemente de onde o cliente entre no Santander. É o fim dos caixas humanos? É uma transformação muito clara do desenho do banco. O organograma tradicional deixa de existir. O caixa continua existindo, mas não é mais uma pessoa. Qualquer um pode voltar e fazer a autenticação se for necessário. É um pouco do que acontece em qualquer loja. Raramente você vê nas lojas a figura do caixa. O cliente não ficará perdido? O consumidor tem de começar a desconstruir essa necessidade da estrutura física, que deixou de existir. A rede de agências do banco será reduzida? A estrutura física será redesenhada, não necessariamente reduzida. Entre o segmento agro e a marca Prospera, vamos abrir, entre 2018 e 2020, mais de 300 lojas. Só que as lojas vão ser vocacionadas. Essa é outra tendência. Vamos ter um pouco de tudo, eventualmente, algumas agências focadas em investimento, pequeno comércio, agro e também lojas mais generalistas. O novo modelo de atendimento é a direção do banco do futuro? O banco mudou muito, mas a função custódia não vai mudar. Não é difícil pensar que a riqueza se torne um algoritmo, que terá de ser seguramente custodiado em algum lugar de confiança. A custódia de qualquer moeda não vai mudar. Pode até não ser chamado banco.



LIMINAR CONCEDIDA A CONTEC EM RELAÇÃO AO BANCO DO BRASIL  -  O Juiz da 8ª Vara do Trabalho de Brasília, concedeu liminar determinando o desconto das mensalidades em favor dos sindicatos. O Processo recebeu o numero 266-95.2019.5.10.0008.



JUSTIÇA TRABALHISTA DETERMINA QUE FUNCIONÁRIO QUE NUNCA FOLGA AOS DOMINGOS DEVE RECEBER O DIA DOBRADO  -  Na reclamação trabalhista, o motociclista disse que trabalhava de terça-feira a domingo à noite e folgava nas segundas-feiras. A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou uma pizzaria de Campo Belo, em São Paulo, ao pagamento em dobro de um domingo a cada três semanas a um motociclista que não tinha folga nesse dia. Os ministros decidiram que o descanso semanal aos domingos é importante para o convívio familiar e social do funcionário e determinaram que, caso não seja concedida ao menos uma folga dominical no mês, a empresa deve pagar um domingo dobrado. Na reclamação trabalhista, o motociclista disse que trabalhava de terça-feira a domingo à noite e folgava às segundas-feiras. Segundo ele, a pizzaria, além de não conceder pelo menos uma folga mensal aos domingos, não remunerava o dia em dobro e os feriados em que prestava serviços. A Justiça negou o pedido de recebimento em dobro desses dias, e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) manteve a sentença. Para o TRT-SP, o fato de o empregado usufruir de uma folga semanal configura a compensação do domingo em que havia prestado serviço. No entanto, o relator do recurso no TST, ministro Maurício Godinho Delgado, assinalou que o repouso semanal remunerado é um direito constitucional assegurado aos trabalhadores urbanos e rurais e deve coincidir de preferência com o domingo. O objetivo é a recuperação e a implementação de suas energias e a viabilidade de sua inserção familiar, comunitária e política. O ministro ressaltou que, embora o empregado não integre a categoria dos trabalhadores em comércio geral, o TST tem determinado a aplicação da lei que autoriza o trabalho aos domingos nas atividades do comércio, mas prevê que o repouso semanal deve recair no domingo pelo uma vez no período máximo de três semanas. — A coincidência com os domingos, a despeito de ser preferencial, e não absoluta, exige que o empregador organize uma escala de revezamento entre seus empregados de modo a viabilizar a fruição do repouso nesse dia ao menos uma vez a cada quatro semanas, sob pena de esvaziamento desse direito constitucional — concluiu o ministro.

Fonte: Extra Diretoria Executiva da CONTEC



GOVERNO DECIDE ABRIR MÃO DE MP QUE DIFICULTA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL OBRIGATÓRIA  -  O presidente Jair Bolsonaro prometeu marcar uma reunião com técnicos do governo para "abrir diálogo" O governo decidiu abrir negociação com sindicatos e poderá sacrificar a MP (medida provisória) que proíbe o desconto automático da contribuição que incide sobre a folha salarial. Lideranças das principais centrais dizem que, do jeito que está, a MP pode asfixiá-las. Por isso, pressionam seus parlamentares a barganhar um acordo com o governo em troca da reforma da Previdência. Neste momento, lideranças parlamentares e assessores do governo afirmam que não se trata de uma troca. Reconhecem, no entanto, que a oposição à MP uniu as centrais e os deputados que representam a causa trabalhista no Congresso, e esse bloco pode atrapalhar o avanço da Previdência. Na segunda- feira (29), o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o dirigente nacional da UGT, Ricardo Patah, e prometeu marcar uma reunião com técnicos do governo para, segundo o sindicalista, “abrir diálogo”. A UGT é a mais próxima do governo entre as grandes centrais. “Essa MP é péssima para o movimento sindical, é inconveniente. O ideal seria que ela caducasse”, disse Patah. Publicada em março, a medida provisória 873 não tem comissão instalada, presidente nem relator. O prazo para o governo aprová-la no Congresso expira no início de julho. Aliados do governo no Congresso já avaliam deixá-la expirar e, após a tramitação da Previdência, apresentar um projeto de lei tratando do assunto. O Ministério da Economia, responsável pela formulação da MP, resiste, e a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), promete desengavetar o projeto indicando um relator ainda nesta semana. A maioria dos líderes partidários é contra a volta do imposto sindical”, afirmou ela. A MP foi apresentada pelo governo para fechar brechas usadas por sindicatos e empresas para burlar o fim do imposto sindical, eliminado na reforma trabalhista. A contribuição passou a ser optativa e feita com autorização prévia dos trabalhadores. Alguns sindicatos, porém, interpretaram que a autorização pode ser feita por meio de assembleias da categoria sem a necessidade do consentimento de cada trabalhador. Eles negociaram essas condições com os patrões em acordos coletivos firmados no segundo semestre de 2018. Os bancos, por exemplo, acordaram descontar automaticamente 1,5% do salário dos funcionários para se livrar do pagamento de gratificação sobre horas extras. Esse é um dos principais motivos que levam os bancos a serem processados na Justiça do Trabalho. O acordo foi feito após a Vale obter autorização do TST (Tribunal Superior do Trabalho) para descontar em folha uma contribuição sindical equivalente à metade de um dia de trabalho, após negociar com sindicatos de ferroviários. Embora representasse 50% do antigo imposto sindical, a contribuição foi descontada automaticamente, ferindo o princípio da reforma trabalhista, de acordo com o Ministério da Economia. Por pressão do secretário especial da Previdência, Rogério Marinho -que foi relator da reforma trabalhista-, Bolsonaro baixou então a MP. Ela estipula que a autorização deve ser individual, e o pagamento, feito por boleto bancário. Com isso, tanto a Vale quanto os bancos suspenderam o repasse, o que está sufocando os sindicatos. O presidente da UGT considera que a MP é péssima para o movimento sindical, mas afirma que, se a negociação com o governo seguir adiante, exigirá a retirada da contribuição por boleto (mantendo o desconto em folha) e que as regras das relações entre patrões e empregados sejam definidas por livre negociação. “A Constituição diz que o governo não pode interferir em questões sindicais”, disse Patah. Segundo o advogado Otavio Pinto e Silva, professor da USP e sócio do escritório Siqueira Castro, empresas que acordaram recolher a contribuição fizeram valer outro pilar da reforma trabalhista: a prevalência do negociado sobre o legislado. Ou seja, tem mais poder o acordado entre patrões e empregados do que a própria lei. Por isso, sindicatos já recorreram ao STF para invalidar a medida provisória, alegando sua inconstitucionalidade. “Estamos em um momento de insegurança jurídica, as empresas não sabem se devem ou não descontar a contribuição”, disse Silva, que tem entre seus clientes companhias que negociaram o recolhimento da contribuição em folha. A reportagem consultou os principais bancos do país. Bradesco, Itaú e Santander disseram que a Febraban, que representa o setor, se manifestaria. Via assessoria, a federação disse que os bancos cumprem a lei trabalhista em vigor e que não comentaria sobre a MP. A Vale informou que interrompeu em fevereiro o recolhimento da cota negocial.

Fonte: Folhapress



Cordialmente
João Bandeira – Presidente
Paulo André – Secretário Geral