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DA:       FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS DE AL/PE/RN

PARA:   SINDICATOS DE BANCÁRIOS FILIADOS   

REF: INFORME DA FEEB AL/PE/RN – Nº 079-2019 – DE 13/06/2019


GREVE GERAL  -  Em defesa da aposentadoria contra a PEC da reforma da previdência, os bancários de Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte, decidiram em assembleia aderirem a paralisação nacional no dia 14.06.2019, amanhã, atendendo a convocação das centrais sindicais. Em Recife/PE a concentração dos bancários está marcada para as 14 horas no centro da capital pernambucana, enquanto que nos demais municípios serão realizadas em locais decididos pelas assembleias convocadas pelos respectivos sindicatos. Além dos bancários, trabalhadores de pelo menos 31 categorias prometem cruzar os braços, inclusive os metroviários do Recife. O movimento é em protesto aos cortes de orçamento destinados à Educação e a Reforma da Previdência. Mas também têm outras pautas, como o pagamento da data base e a valorização das categorias. Porém, o número ainda pode subir. Motoristas e cobradores ainda devem decidir se aderem ou não ao movimento, assim como os caminhoneiros autônomos, que estariam divididos sobre participar deste dia de greve geral. Entre as entidades que já declararam a adesão estão servidores públicos da esfera municipal, estadual e federal, de áreas diversas, como a educação, saúde e segurança pública. A geração de emprego também é uma dos motes do protesto, já que o País vem patinando nesta setor nos últimos anos. Hoje seriam mais de 12 milhões de desempregados no Brasil.



REESTRUTURAÇÃO OU DESORGANIZAÇÃO?  -  A transferência de empregados anunciada pela diretoria da Caixa entre o fim de maio e o início de junho é parte de um grande processo de mudanças em curso nos departamentos da empresa.Outras ações foram anunciadas praticamente ao mesmo tempo, por meio da RH 226, de 3 de junho, que criou o Trabalho Remoto e a Mobilidade Caixa. Essas determinações se traduzem no compartilhamento de estações de trabalho e nos chamados Novos Modelos de Trabalho, que preveem a prestação de serviços em outras unidades. Uma medida não funciona sem a outra. Problemas criados - De um lado, com o enxugamento das áreas-meio em razão da transferência de parte importante de seus empregados para as agências, as demandas sob a responsabilidade destas áreas precisariam ser redistribuídas entre os empregados que permanecem na unidade.Ao mesmo tempo, a diretoria divulgou que a quantidade de estações de trabalho será reduzida, na razão de uma para cada três empregados, nas unidades em que for implementado dois turnos de trabalho.Soluções apresentadasPara balancear esta equação, a diretoria instituiu o que define como Novos Modelos de Trabalho.Por meio da RH 226, os empregados podem realizar em unidades da Caixa diferentes de sua lotação administrativa, através de agendamento de estação de trabalho ou, ainda, realizar o trabalho fora do ambiente Caixa.Em ambos os casos, firmam-se Acordos de Demandas com a chefia. É de se imaginar que as atividades dos empregados que foram transferidos das áreas-meio para as agências sejam distribuídas nestes processos de Acordos.Ainda conforme o normativo, todos os eventuais custos adicionais decorrentes da prestação de serviços nestas modalidades como, por exemplo, despesas de deslocamento, correrão por conta do empregado. Trabalho remotoA adesão ao trabalho remoto, vista pela Caixa como um prêmio ao empregado que obtiver determinada classificação no programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), tira o trabalhador da estrutura física da empresa e transfere ao empregado a responsabilidade pelas condições de trabalho.A caracterização de acidentes de trabalho fica prejudicada e a responsabilidade pela prevenção de doenças ocupacionais, que deve ser da empresa, é transferida ao trabalhador.Os custos de estrutura também são repassados ao trabalhador, sem previsão de qualquer reembolso, conforme determina a norma no item 3.2.1.2.A jornada de trabalho também deixa de existir, já que o empregado passa a ser obrigado a cumprir o Acordo de Demanda com a chefia.

Fonte: APCEF/SP



Cordialmente
João Bandeira – Presidente
Paulo André – Secretário Geral