INFORMATIVOS | Voltar

DA:       FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS DE AL/PE/RN

PARA:   SINDICATOS DE BANCÁRIOS FILIADOS   

REF: INFORME DA FEEB AL/PE/RN – Nº 071-2019 – DE 31/05/2019


COM ECONOMIA ESTAGNADA, BRASIL FLERTA COM RECESSÃO  -  Demanda doméstica recua por dois trimestres seguidos (Por Anaïs Fernandes)- O Brasil está flertando com uma nova recessão, embora, oficialmente, o PIB (Produto Interno Bruto) não tenha recuado por dois trimestres consecutivos, critério popularmente usado para definir essa situação nos ciclos econômicos.A desaceleração do consumo das famílias e a forte contração do investimento privado –revelados pelos dados da economia divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE – somados à recente piora das expectativas em relação ao futuro são sintomas de um ambiente recessivo, segundo analistas. Alberto Ramos, diretor de pesquisa para América Latina do Goldman Sachs, escreveu em um relatório nesta manhã que a situação atual já é sentida quase como uma recessão:“Tecnicamente nós podemos ter evitado mergulhar de volta numa recessão, mas, de alguma forma, se sente quase como uma já que a demanda doméstica final (excluindo o consumo do governo) contraiu por dois trimestres consecutivos (e em três dos últimos quatro trimestres)."O economista destaca que a renda per capita permanece 9,1% abaixo do nível do começo de 2014, antes do início da última recessão que se estendeu entre o segundo trimestre daquele ano e o último de 2016. Em relatório, a LCA Consultores também ressalta que, do ponto de vista apenas da demanda doméstica, a economia está em recessão técnica, já que, somados, o consumo das famílias e a chamada formação bruta de capital fixo recuaram por dois trimestres seguidos. Isso não ocorria desde o fim de 2016.Embora considere a ocorrência de uma recessão técnica para a economia como um todo no primeiro semestre deste ano pouco provável, a consultoria ressalta que, após a divulgação dos dados do primeiro trimestre, as projeções de crescimento próximas a 1% para 2019 já parecem muito otimistas.As fases de expansão e contração da atividade no Brasil são estabelecidas pelo Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos), ligado à Fundação Getulio Vargas. Os critérios para determinar o início de uma recessão se baseiam no desempenho de uma série de indicadores e não se limitam à regra de dois trimestres consecutivos de queda do PIB.Em 2014, por exemplo, a atividade econômica recuou no segundo trimestre e cresceu nos dois períodos subsequentes. No entanto, o Codace avaliou que as condições da economia já eram recessivas no período. As decisões do comitê são sempre tomadas olhando para trás, para permitir que as datações sejam feitas com maior precisão.Por isso, é difícil para os economistas com base em indicadores correntes definirem se o Brasil vive ou não novamente uma recessão. A expectativa é que esse diagnóstico fique mais claro após o fim do segundo trimestre, para o qual o número de indicadores conhecidos ainda é limitado.O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a economia brasileira está estagnada e o desempenho da atividade no primeiro trimestre não é novidade —o governo estuda liberar dinheiro de contas ativas do FGTS para impulsionar o consumo. "A economia está parada, à espera das reformas", disse Guedes. Ele afirma ver crescimento no segundo trimestre do ano, e ressaltou que, “de julho em diante, o Brasil começa a decolar.” Os dados já divulgados até agora não permitem antever uma melhora do quadro econômico. Do ponto de vista das expectativas de consumidores e empresários, a situação tem piorado, segundo Aloisio Campelo Jr., superintendente de estatísticas públicas do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas).As sondagens de confiança de diferentes setores referentes a maio, compiladas pela instituição, indicam recuos para patamares anteriores à eleição de 2018, quando o quadro de incerteza no país era muito elevado.“Os novos resultados mostram que os efeitos de lua de mel com o novo governo já foram totalmente anulados”.“Esse retorno a patamares anteriores à eleição mostra uma situação ainda pior do que naquele momento, porque a incerteza agora não deveria ser tão grande”, diz Campelo.Para o economista, os dados de confiança –principalmente as estatísticas que indicam as expectativas em relação ao futuro– revelam que a economia está numa situação quase “limítrofe” entre a estagnação e a recessão. “Os dados mostram que estamos voltando a níveis de confiança anteriores ao ciclo forte de crescimento que a economia viveu entre 2005 e 2010”, diz Campelo. A leitura dos números das sondagens é que tanto consumidores quanto empresários mostram grande receio de gastar dinheiro em um horizonte de tempo de três a seis meses. “Podemos estar vivendo uma transição de um nível de pessimismo moderado para outro realmente mais forte”, afirma o economista.Em outro relatório, o banco suíço UBS diz que a história do Brasil nos últimos dois anos tem sido a de frustração das expectativas de crescimento —no documento, a instituição corta sua perspectiva para o PIB de 2019 de 1,8% para 1%.O banco caracteriza a situação da economia brasileira como estável, mas em um ponto de equilíbrio de baixo crescimento."Não acho que a probabilidade de ter processo recessivo seja grande porque há choques pontuais. Nossa expectativa é que podemos ter uma melhora, o que evitaria uma nova recessão. Se não aprovar a reforma da Previdência, aí teremos recessão", diz Tony Volpon, economista-chefe do UBS. ABAIXO DE 1%A confirmação do resultado fraco da economia brasileira no primeiro trimestre e as perspectivas preliminares também fracas para o período seguinte dispararam o gatilho de revisão de projeções dos economistas. Ganha força entre analistas um cenário em que o PIB cresce menos de 1% em 2019.Se a fraqueza do início do segundo trimestre se confirmar nos próximos meses, as previsões de crescimento econômico no ano devem migrar para a faixa de 0,5% a 1%. A banda entre bancos e consultorias variava entre 1% e 1,5%. Na avaliação de Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, um crescimento na faixa de 0,8% e 1,1% —que é a atual previsão do banco— deve concentrar o grosso das projeções. "Olhando até hoje, está com cara que esse nosso 1,1% pode ser revisado um pouco para baixo ao longo dos próximos meses", afirma.Para ele, definições técnicas, como se a economia está ou não em recessão, devem ser deixadas de lado. "A gente olha para o nível do PIB, do emprego, das vendas do comércio, da indústria, e tudo indica que a economia segue em uma retomada muito lenta. Não é um ritmo adequado, o que importa para o cidadão é que não permite a redução do desemprego."Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, explica que um efeito estatístico ( ajuste sazonal) pode fazer com que o PIB do segundo trimestre seja um pouco melhor."Mas o quadro de estagnação do Brasil é concreto, e é difícil imaginar que os próximos meses serão fortes". A consultoria revisou sua projeção do PIB em 2019 de 1,1% para 0,9%.O Citi Brasil também revisou, nesta quinta, sua estimativa para 0,9%, ante 1,4%. O economista André Perfeito, da Necton Investimentos, já trabalhava com essa expectativa e disse que agora deve reduzir para algo como 0,7%.Segundo ele, medidas anunciadas pelo governo como a liberação de dinheiro do FGTS podem dar algum respiro para a economia no curto prazo, mas "não vai ser isso que vai resolver o nível de atividade". A projeção atual de 0,7% do Banco Fator tem uma tendência de baixa, segundo o economista- chefe do banco, José Francisco de Lima Gonçalves.Mesmo na hipótese de uma boa reforma da Previdência ser aprovada no segundo semestre e animar investidores, ele diz, não daria tempo de decisões de investimento fazerem a roda da economia girar.O Banco Safra projetava o primeiro trimestre no zero a zero e um PIB de 1% em 2019. "Tem um viés de baixa marginal agora", diz Carlos Kawall, economista-chefe do banco. O Brasil segue imerso no que ele chama de "eventos binários". "Vai ter impeachment ou não? Vai ganhar candidato reformista ou não? Vai aprovar a Previdência ou não? Estamos sempre no limite do abismo."

Fonte: Folha.com



GOVERNO ESTUDA IMPOSTO NEGATIVO  -  O Secretario especial da Receita Federal, Marcos Cintra, disse, ontem, que o governo Federal estuda mudanças no Imposto de Renda, entre elas a criação de um imposto negativo. Com o mecanismo, pessoas que tenham renda em faixa abaixo da definida pelo governo passam a receber um valor que as garantiria condições mínimas de subsistência. Segundo Cintra, o imposto negativo poderia funcionar tanto em paralelo com o Bolsa família como também ocupar seu espaço. Sua diferença, segundo o secretário, é não estar vinculado a outras obrigações, entre elas a educacional, e deixar o cidadão definir como é a melhor forma de usar seu dinheiro. A meta seria criar uma rede de seguridade para camadas de renda inferior.”Seria um enorme avanço na direção de criar renda básica mínima. Isso nos permitiria garantir um patamar mínimo de sustentação, uma rede de segurança de toda a sociedade, o que é um sonho do liberalismo”, disse.

Fonte: Folha de Pernambuco.



DIRIGENTES SINDICAIS EX-HSBC DISCUTEM OS RUMOS DA ASSOCIAÇÃO BRASIL (AB)  -  Dirigentes sindicais oriundos do HSBC se reuniram, na quarta-feira (12), no Espaço Cultural dos Bancários, em Curitiba, para debater questões relativas à última assembleia de aprovação de contas da Associação Brasil (AB).O evento também definiu propostas a serem apresentadas em um esperado planejamento estratégico para a atual gestão, composta por membros associados aposentados do Bamerindus/HSBC e por membros associados do movimento sindical.O planejamento estava previsto para ocorrer em abril, mas foi cancelado e ainda não se apontou uma nova data. “Desde agosto de 2018 estamos cobrando que se faça um seminário de planejamento da entidade, dada a situação crítica que atravessamos, mas até a presente data ainda não aconteceu nada neste sentido”, explicou o sindicalista Sérgio Siqueira. Dentre as questões prioritárias defendida pelos representantes sindicais estão a reforma estatutária e a restruturação administrativo-financeira da associação, como forma de sobrevivência diante do momento crítico que vive a AB, em especial, após a corte de repasse do Bradesco, historicamente repassado pelo Bamerindus e continuado pelo HSBC. “Neste momento crítico da nossa AB, é fundamental a mobilização e a participação dos associados de todo Brasil, afim de defender nossa associação e seu patrimônio”, afirmou Rubens Branquinho, diretor do Conselho Administrativo da AB e da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (FETRAF) do Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Fonte: Seeb Curitiba



VOLTA DO CRESCIMENTO NÃO DEPENDE SÓ DA PREVIDÊNCIA, APONTAM ECONOMISTAS  -  A reforma da Previdência poderá ajudar destravar a economia brasileira, mas não é condição suficiente para garantir a volta do crescimento, apontam economistas ouvidos pela Gazeta do Povo e por agências de notícias. O PIB do primeiro trimestre encolheu 0,2% em comparação com o período anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o primeiro resultado negativo após oito trimestres de recuperação da atividade econômica.O economista-chefe do banco Santander, Maurício Molon, afirmou que a reforma da Previdência é fundamental, mas não é tudo. Ele aponta que a reforma tributária, por exemplo, pode ser considerada até mais importante, pois sua aprovação teria o efeito positivo de ajudar na recuperação da confiança, especialmente dos investidores. Concessões e privatizações também seriam bem-vindas. Uma variável que também preocupa é o risco de recrudescimento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias mundiais, aponta Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Ativa Investimentos. O principal impacto é o aumento no risco de desaquecimento global. Até agora, o FMI projeta que a economia global deverá crescer 3,3% neste ano.As expectativas para o crescimento da economia brasileira vem caindo há 13 semanas seguidas segundo o Relatório Focus, pesquisa semanal feita pelo Banco Central junto a instituições financeiras. O último, divulgado na segunda, sinalizava para um crescimento de 1,23% do PIB.Mas a expectativa é de que os números caiam mais. Bancos já sinalizam para um crescimento inferior ao dos últimos dois anos, quando a economia cresceu, em média 1,1%. O Citibank reviu sua previsão de 1,4% para 0,9%; o Rabobank estima uma expansão de 0,7% na economia brasileira e a Guide Investimentos, 0,8%. “É hora de olhar para frente, já que 2019 está dado”, diz Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais. Perda de confiança Molon, do Santander, destacou que a perda da confiança de investidores e consumidores tem contribuído para o fraco desempenho da economia neste ano. Outros fatores, segundo ele, também têm pesado para o baixo crescimento, como o desemprego e a lenta recuperação na concessão de crédito.E os dados divulgados até agora não indicam uma melhora no cenário econômico no curto prazo. Segundo Aloísio Campelo Jr., superintendente de estatísticas públicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), do ponto de vista das expectativas de consumidores e empresários, a situação tem piorado. As sondagens de confiança de diferentes setores referentes a maio, compiladas pela instituição, indicam recuos para patamares anteriores à eleição de 2018, quando o quadro de incerteza no país era muito elevado. "Os novos resultados mostram que os efeitos de lua de mel com o novo governo já foram totalmente anulados. Esse retorno a patamares anteriores à eleição mostra uma situação ainda pior do que naquele momento, porque a incerteza agora não deveria ser tão grande."Aloísio Campelo, superintendente de estatísticas públicas do Ibre/FGVA leitura dos números das sondagens é que tanto consumidores quanto empresários mostram grande receio de gastar dinheiro em um horizonte de tempo de três a seis meses. "Podemos estar vivendo uma transição de um nível de pessimismo moderado para outro realmente mais forte", afirma o economista. O fraco desempenho da economia brasileira não assustou o mercado financeiro nesta quinta. “Esse cenário já estava previsto”, aponta Freitas, da Ativa Investimentos. O Ibovespa retomou o patamar de 97 mil pontos, fechando em alta de 0,92%. E o dólar se manteve estável em R$ 3,98.Segundo Glauco Legat, analista-chefe da Necton Investimentos, o resultado é fruto dos investidores domésticos, que já dão como certa a aprovação da reforma, com o Legislativo assumindo a responsabilidade pela mudança.E quanto maior for a economia gerada pela reforma da Previdência, mais forte pode ser a retomada na confiança da economia, diz Bandeira. “Ela precisa ser boa e vir em um prazo razoavelmente curto”, enfatiza. A proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, prevê uma economia de R$ 1,1 trilhão em um prazo de dez anos.O economista-chefe do Modalmais avalia que a reforma na Previdência pode ser porta de entrada para outras mudanças que deem um alívio à economia, como, por exemplo, a reforma tributária e a desestatização.Fraco crescimentoO fraco desempenho na economia foi puxado pela queda no nível de atividade da agropecuária (-0,5%) e da indústria (-0,7%). Esta foi fortemennte impactada pela crise na Argentina, a tragédia de Brumadinho e os elevados índices de desemprego e subemprego. Os serviços cresceram 0,2%, de acordo com o IBGE. “Isto se reflete em um consumo familiar de menor valor”, ressalta Bandeira. Uma variável fortemente dependente da confiança e que veio fraca foi o investimento, que caiu 1,7% no comparativo entre o último trimestre de 2018 e o primeiro de 2019. “A retomada dos investimentos privados está vinculada à aprovação das reformas e o setor público não tem disponibilidade para investir.”O que é certo, diz Freitas, da Ativa Investimentos, é que há uma fragilidade na recuperação pós-recuperação. No primeiro trimestre, o PIB ainda estava 5,3% abaixo do pico atingido no primeiro trimestre de 2014. Hoje, a economia roda no mesmo patamar do primeiro semestre de 2012. Tony Volpon, economista-chefe do UBS, diz ver "duas economias". Uma, de serviços e consumo, ajuda a colocar o PIB na casa de 1%, conforme as famílias ainda obtêm renda com ganho acima da inflação e o crédito se expande.A outra, mais volátil, penaliza indústria, exportação e investimentos com choques - como a crise na Argentina ou o rompimento de barragem da Vale - e baixa confiança generalizada em relação ao Brasil."

Fonte: Gazeta do Povo



COM RECRIAÇÃO DA CPMF PARTIDO DO CENTRÃO TEM PROPOSTA ALTERNATIVA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA  -  O Partido Liberal (ex-PR) apresentou na comissão especial, nesta quinta-feira (30), um projeto de reforma da Previdência alternativo ao encaminhado pelo governo Jair Bolsonaro. O texto acaba com a possibilidade de capitalização e permite um gatilho que autoriza o governo a adotar uma arrecadação nos moldes da antiga CPMF, no limite de 0,2%. A proposta, assim como a do governo, tira as regras da Previdência da Constituição facilitando mudanças futuras. Há duas semanas, o presidente da Comissão Especial que analisa a reforma, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou que havia um movimento de partidos do chamado Centrão – formado pelo próprio PL, PP, PRB, DEM e Solidariedade – de apresentar um substitutivo ao texto enviado pelo governo, de forma a garantir que o projeto tenha o "DNA da Câmara". O que diz a nova proposta de reforma da Previdência O texto, apresentado por meio de emenda, prevê a extensão do período de transição para a capitalização de 10 para 15 anos e a criação de fundo de transição, que seria abastecido com recursos da exploração do petróleo do pré-sal, valores arrecadados com as privatizações, redução de benefícios tributários e parte do superávit primário. A proposta propõe ainda um gatilho para recriar a CPMF caso o governo não consiga recursos suficientes para abastecer o fundo de transição. A estimativa da equipe técnica do partido é a de que a economia com a emenda substitutiva fique entre R$ 600 bilhões e R$ 700 bilhões em dez anos, menos do que a proposta de Guedes.A decisão do PL de apresentar um substitutivo desagradou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é contrário à apresentação de uma proposta paralela à de Guedes. Há duas semanas, em entrevista ao Estado, o presidente da Comissão Especial que analisa as mudanças nas regras da aposentadoria, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), alertou para um movimento do bloco. Em uma reunião na casa de Maia, o líder do PL, Wellington Roberto (PB), teria falado sobre a intenção do partido, e o presidente da Câmara não teria concordado. Hoje, Maia afirmou que não ratificava o texto. “Não o conheço”, disse o presidente da Câmara. Relator da reforma não gostou da ideiaA iniciativa incomodou também o relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que fez duas ligações, uma na quarta-feira e outra poucos minutos antes da entrevista coletiva convocada pelo PL na tarde de hoje, para pedir ao deputado Wellington Roberto para “amenizar”.“Ele me ligou e pediu para amenizar com vocês (jornalistas). Expliquei para ele que não estamos aqui para confronto. Queremos colocar nossa ideia e, lá na frente, na hora da comissão, vamos discutir no voto”, disse o líder do PL.Segundo Ramos, a decisão foi tomada em reunião na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), da qual participaram líderes de partidos do grupo conhecido como Centrão. Após as declarações, integrantes do bloco tentaram minimizar o movimento. Um dos deputados que participaram na reunião na casa de Maia, que preferiu falar sob condição de anonimato, disse que várias ideias foram discutidas no encontro, entre elas até a volta de antigos projetos de reforma da Previdência. Maia disse è época não concordar com a ideia de se modificar totalmente o projeto apresentado pelo governo. "Não concordo com essa tese. Vou trabalhar no diálogo com Paulo Guedes. Tem um ou outro deputado que vai apresentar um voto em separado, mas isso não tem nada comigo", afirmou."

Fonte: Gazeta do Povo



RECUO DO PIB PÕE BRASIL EM 38º LUGAR EM LISTA DE 43 PAÍSES  -  Para consultoria, recuperação brasileira é mais lenta do que a verificada em outros países (Por Nicola Pamplona e Anaïs Fernandes). O recuo de 0,2% no PIB no primeiro trimestre coloca o Brasil na 38º posição de uma lista de 43 países elaborada pela consultoria Austin Rating, empatado com o México e acima apenas de Letônia, Coreia do Sul, Indonésia e Nigéria. Outro estudo, da consultoria AC Pastore, do ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore, mostra ainda que a recuperação brasileira tem sido mais lenta do que a observada em diversos países que enfrentaram grandes recessões.No primeiro trimestre, o desempenho da economia brasileira ficou bem abaixo do crescimento médio dos países selecionados pela Austin Rating, que neste primeiro trimestre foi de 2,3%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O país que mais cresceu no início de 2019 foi Cingapura (3,8%). Com a revisão de projeções para o desempenho da economia ao longo de 2019, a tendência é que o Brasil termine o ano em posição ainda inferior. Considerando a expectativa média do último boletim Focus, de 1,23%, o Brasil ficaria em 37º lugar. Mas especialistas já falam em crescimento inferior a 1%, o que colocaria o país em torno do 40º lugar, de acordo com as projeções atuais —e sem considerar eventuais revisões também em outros países."O atual resultado reforça a expectativa de desempenho pífio do PIB brasileiro", diz o economista da Austin Ratings, Alex Agostini, que aposta em crescimento de, no máximo, 1% da economia durante o ano."O principal fator dessa letargia econômica no Brasil é o baixo nível de confiança dos agentes econômicos na nossa economia e recorrente redução das expectativas futuras de crescimento melhor", acrescenta. Considerando a comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, em que o PIB brasileiro cresceu 0,5%, o país ficou em 45º lugar de uma lista de 47 países, empatado com a Rússia e acima apenas da Itália.A consultoria AC Pastore comparou o ciclo econômico brasileiro com o processo de recuperação de outros países que passaram por crises econômicas desde 1970 e concluiu que o Brasil está demorando mais a se recuperar. "Caso o PIB brasileiro cresça a um ritmo de 2,5% ao ano a partir de 2020, levaremos 11 anos para recuperar o PIB per capita de 2013. Nesta altura do ciclo 24 dos 29 países que sofreram crises bancárias e sistêmicas já haviam retomado o patamar de produto por habitante anterior ao início do ciclo", diz o relatório.A mais recente crise no Brasil não é classificada como bancária/sistêmica —que gera, por exemplo, quebra de instituições financeiras e demonstra uma retomada mais lenta.Para melhor comparação, o estudo detalha três situações também não ligadas a crises bancárias: Portugal, em 1974, Turquia, em 1978, e Austrália, em 1983. "Todas essas tiveram recuperações mais rápidas que a brasileira", diz a consultoria. Na Turquia, por exemplo, após dois anos de recuperação a renda per capita estava em 4,5% abaixo do pico anterior. No Brasil, a renda per capita estava, ao fim de 2018, 8,1% abaixo do pico de 2014.No estudo, anterior à divulgação do PIB oficial do primeiro trimestre, nesta quinta-feira (30), a projeção da AC Pastore para o crescimento de 2019 era de 1%, o que já faria com que a renda per capita ficasse relativamente estável em relação ao ano anterior, "tornando esta a retomada mais longa da história", afirma o relatório.

Fonte: Folha.com



Cordialmente
João Bandeira – Presidente
Paulo André – Secretário Geral