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DA:       FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS DE AL/PE/RN

PARA:   SINDICATOS DE BANCÁRIOS FILIADOS   

REF: INFORME DA FEEB AL/PE/RN – Nº 096-2019 – DE 15/07/2019


BNB REQUER RELAÇÃO DE DELEGADOS E DIRIGENTES  -  Informa o SEEB de Jaboatão dos Guararapes e Região que recebeu um pedido do BNB para fornecer a superintendência de desenvolvimento humano do banco, a relação de delegados e dirigentes sindicais eleitos em até 10 (dez) após a realização da eleição. Informa o banco que o compromisso está inserido no Acordo Coletivo de Trabalho vigente e que a informação deve ser prestada por todos os sindicatos e federações que assinaram o referido ACT. Assim, pedimos aos filiados que observem a norma coletiva.



REVOLUÇÃO DIGITAL MUDA A CARA DOS BANCOS  -  Nubank avança para uma nova fronteira que pode transformá-lo em banco de verdade Foto: Vtao Takayama/Nubank . Segmento atrai mais concorrentes, mas dúvida é se há mercado para todos.A proliferação dos bancos digitais tem feito o setor financeiro brasileiro viver um momento de ebulição. Estão entrando nessa competição desde fintechs europeias, como a alemã N26 e a inglesa Revolut, até o maior banco brasileiro de investimento, o BTG Pactual. Empresas que começaram apenas com meios de pagamento, como o Nubank, avançam para uma nova fronteira que pode transformá-las em bancos de verdade: o crédito pessoal. Também estão mudando suas atuações bancos antes classificados como de médio porte. É o caso do Inter e do Bonsucesso, rebatizado como BS2. Eles, agora, também são digitais. Foi justamente a intenção de atuar nesse segmento que fez alguns dos sócios do BTG – Marcelo Kalim, Carlos Fonseca e Leandro Torres – deixarem o banco no fim de 2017 e fundarem o C6, outro banco digital que, hoje, opera em fase de testes. Analistas do setor já avisam, porém, que não haverá espaço para todos e que um processo de consolidação está por vir É difícil saber qual será o perfil dos vencedores, mas provavelmente serão muito voltados para o cliente e terão um leque amplo de produtos, dizem especialistas. Outra possibilidade é a segmentação.“Agora, a preocupação dos digitais é construir a base de clientes. Por enquanto, há um jogo de rouba monte (por correntistas), no qual os bancos tradicionais estão perdendo”, diz Ricardo Heidel, da consultoria Accenture. “Em algum momento, isso deve se estabilizar e, aí, os digitais terão de se rentabilizar.” Até agora, os digitais estão, em sua maioria, querendo disputar o título de sexto maior banco do País em número de correntistas, atrás de Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica e Santander.Em maio, quando anunciou sua entrada no segmento, o BTG afirmou que esse era seu objetivo. Em conversa com o Estado, Marcelo Flora, sócio do banco, foi além: “Quero ser o primeiro. Vamos caminhar em direção ao varejo. Estamos começando atrasados, mas já vamos fazer dentro de um banco, para ganhar vantagem competitiva lá na frente.”O presidente do banco Inter, João Vitor Menin, por sua vez, afirma já ter dado uma data para se transformar no sexto: “Até o fim deste ano”. O fundador do Nubank, David Vélez, afirma: “Já somos o sexto”.Oficialmente, o sexto é o Banrisul, com 4,2 milhões de correntistas ativos. Vélez afirma que o Nubank tem 7 milhões, mas não abre quantos deles são ativos, ou seja, que movimentam suas contas. Já o Inter tinha 2 milhões no fim de março. No Original, que está com 1,4 milhão de correntistas ativos, há a convicção de que, até 2022, entre os cinco maiores bancos brasileiros, um ou dois serão digitais. “Vai haver uma consolidação dos competidores”, diz Raul Moreira, diretor executivo do banco, “Acreditamos que os bancos mais completos e digitais de ponta a ponta serão os vencedores.” Os digitais têm avançado graças a seus aplicativos superiores – mais intuitivos – na comparação com os dos bancos tradicionais e a várias isenções tarifárias. Para conseguir oferecer contas gratuitas, os digitais se beneficiam do fato de não terem custos com agências. Uma das maiores fintechs da Europa, o banco alemão N26, por exemplo, calcula que seu custo operacional por cliente seja cerca de 15% do de um banco tradicional. Os digitais também acabam abrindo mão de algumas receitas. “Eles admitem que podem ganhar menos dinheiro, mas que, mesmo assim, vão ganhar”, diz o consultor André Leme, sócio da Bain & Company. Quando não oferecem gratuidades, por outro lado, explicam de forma mais detalhada ao cliente o que ele está pagando. “Há uma transparência de custo: os tradicionais têm taxas difíceis de entender para quem não está acostumado”, diz Leme. O discurso reitera essa linha. “Não é que tenho de ser de graça, mas tenho de ser transparente na oferta”, afirma Eduardo Prota, responsável por trazer o N26 ao Brasil. Próximo passoTarifas gratuitas ou didáticas, porém, não deverão ser suficientes na hora da consolidação. A ampliação da oferta de produtos, incluindo itens mais complexos, será crucial, na visão de Yran Dias, sócio da McKinsey – consultoria que já participou do desenvolvimento de mais de 50 bancos digitais em todo o mundo. “Lançar um banco digital não é um desafio”, diz Dias. “A questão está na execução e na escala. Para ganhar escala, as fintechs vão precisar financiar veículo e moradia, colocar mais produtos.” No caso dos bancos tradicionais, o crédito costuma ser uma das principais fontes de receita. Daí a importância de os digitais também estarem nessa área. Apesar de afirmar que não pretende oferecer produtos muito complexos, o Nubank começa a dar seus primeiros passos nessa direção. Desde fevereiro, a empresa tem um serviço de empréstimo pessoal em fase de teste. “Vamos lançar mais produtos, mas que sejam simples para o consumidor”, diz Vélez. “Não queremos que ele tenha de escolher entre 50 tipos de fundo.”Parte da expansão do Nubank está sendo financiada pelo Goldman Sachs, que concedeu financiamento de até R$ 455 milhões para a empresa ter sua carteira de crédito rotativo. Segundo Jason Nassof, vice-presidente do Special Situations Group do Goldman – que investe em empresas de médio porte –, a aposta no Nubank foi feita após se considerar o tamanho e o potencial do mercado brasileiro. “Investimos em fintechs há muito tempo, e Vélez tem uma visão de se fazer algo disruptivo.”O N26, que tem apenas seis funcionários no Brasil até agora, também já considera a possibilidade de ter um portfólio robusto. “Na Alemanha, temos cheque especial e certamente, iremos além de um cartão de crédito aqui”, diz Prota. “Não viemos para ser um concorrente pequeno.”O C6, que ainda nem teve seu lançamento oficial, é outro que pretende avançar. O banco já oferece CDB (Certificado de Depósito Bancário) para quem quer investir e logo deverá ter uma linha de crédito pessoal. Apesar de ser na ampliação de leque de produtos que muitas fintechs se transformam em bancos de verdade, é aí também que podem acabar morrendo. Trabalhar com análise de crédito, por exemplo, pode ser mais desafiador e complexo para quem nasceu como uma empresa de tecnologia e precisa desenvolver a área do zero. “Ser banqueiro não é ter um aplicativo bacana”, diz Miguel Santacreu, da Austin Rating. “Instituições financeiras têm risco: é preciso ter gente muito qualificada para fazer uma análise de crédito.”



SENADOR APRESENTA OUTRO PROJETO DO BOLETO BANCÁRIO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL  -  O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) (foto) apresentou, nesta semana, para discussão na Casa, o PL 4.026/19, que altera a CLT, para dispor sobre as contribuições destinadas ao sustento das entidades sindicais, inclusive a contribuição sindical, e revoga dispositivo da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Esta proposição tem o mesmo conteúdo do projeto de lei apresentado pela senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). Ambos estão em rota de colisão com a estrutura e a organização sindicais. Isto é, preconizam o desmonte sindical e, por consequência, com a precarização das relações de trabalho, pois o enfraquecimento dos sincantos dialoga diretamente com a precarização de direitos.TramitaçãoVai ser examinado pela Comissão de Constituição e Justiça, onde aguarda apresentação de emendas ao texto, cujo prazo foi aberto nesta sexta- feira (12) e vai até o dia 1º de agosto. O texto também vai ser examinado pela Comissão de Assuntos Sociais, em decisão terminativa.Como tem conteúdo conexo com o projeto da senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) deverá tramitar, ser analisado, em conjunto com o da senadora sul-mato-grossense.

Fonte: Diap



REUNIÃO COMISSÃO PARITÁRIA BIPARTITE CONTEC/FENABAN  -  Conforme se encontrava previsto, aconteceu nos dias 10 e 11 de julho/2019, em São Paulo/SP, a reunião paritária Bipartite da CONTEC/ Fenaban, pertinente ao assunto “Saúde”. A reunião previa foi na sede do Sindicato dos Securitários de São Paulo, no dia 10.07.2019, enquanto que a reunião com a Fenaban foi o dia 11.07.2019, no Maksoul Hotel, também na Capital Paulista. Estiveram presentes a Contec, representada pelo presidente Lourenço do Prado, além do presidente da FEEB AL/PE/RN, João Bandeira, além de outras federações e sindicatos, enquanto que a Fenaban foi representada por Nicolino Eugênio, além de representantes dos bancos Itaú, Bradesco, Santander, BB, CEF e outros. Durante a reunião foi feito uma retrospectiva das questões relacionadas a saúde do trabalhador e também dos procedimentos que estão sendo adotados pelos profissionais da medicina, notadamente no que diz respeito as exigências de alguns profissionais de exigirem complementação de valores pagos pelos bancários.



VELHA POLITICA, RITMO DE EMENDAS PAGAS A PARLAMENTARES ATINGIU PATAMAR RECORDE  -  Foram R$ 2,7 bilhões empenhados em apenas dez dias. Apesar do discurso crítico ao que chama de “velha política”, o presidente Jair Bolsonaro repetiu uma prática trivial de seus antecessores na relação com o Congresso e liberou um valor recorde em emendas parlamentares às vésperas da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, aprovada na quarta-feira passada com 379 votos a favor. Foram R$ 2,7 bilhões empenhados em apenas dez dias, sendo R$ 1,5 bilhão em emendas individuais apresentadas por 550 deputados e ex-deputados federais. A quantia representa uma média diária de R$ 268 milhões em desembolso em julho, mais do que o dobro da média registrada em maio de 2016 – R$ 123 milhões -, quando foi empenhado o maior volume de recursos em um único mês – R$ 3,8 bilhões – desde que a execução das emendas pelo governo passou a ser obrigatória, em 2015.Naquela ocasião, tanto a presidente cassada Dilma Rousseff, que estava sendo afastada do cargo pelo Senado, quanto o ex-presidente Michel Temer, que assumia o comando do País, usaram as emendas parlamentares impositivas como instrumento de barganha política, em busca de votos contra e a favor do impeachment. As emendas são indicações de gastos no Orçamento da União por deputados e senadores, que costumam privilegiar seus redutos eleitorais nos repasses de dinheiro para obras ou programas. O teto equivale a 1,2% da receita corrente líquida – R$ 13,7 bilhões neste ano -, sendo que metade deve ser destinado à saúde Embora sejam impositivas, é o governo que controla o fluxo de liberação dos recursos.Até junho, Bolsonaro havia liberado apenas 13% dos recursos previstos. A baixa execução dos repasses era motivo de queixas recorrentes de deputados do Centrão e da própria base governista Com a liberação recorde no início deste mês, esse porcentual mais do que dobrou, chegando a 32,5%, segundo dados do Siga Brasil, painel de execução de emendas parlamentares controlado pelo Senado.Prática é a mesma adotada pelos antecessores em votações cruciaisOs números mostram que o expediente utilizado por Bolsonaro às vésperas da aprovação da reforma da Previdência na Câmara é o mesmo adotado pelos antecessores em votações cruciais no Congresso. Em 2017, por exemplo, Temer liberou R$ 3,2 bilhões em emendas no mês de dezembro, quando ainda tentava aprovar sua reforma previdenciária. O projeto não avançou em razão da contaminação do debate eleitoral.Seis meses antes, Temer já havia usado o poder do controle da liberação de emendas impositivas para conter o momento mais crítico de seu governo, as denúncias de corrupção, obstrução da Justiça e organização criminosa feitas contra ele pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base na delação da J&F. Foram R$ 2 bilhões liberados em emendas em junho, um mês após a divulgação da conversa gravada entre o ex-presidente e o empresário Joesley Batista, e mais R$ 2,2 bilhões empenhados em julho, quando a primeira denúncia de Janot chegou à Câmara. Em agosto e outubro, a maioria dos deputados rejeitou a abertura de uma investigação contra o emedebista. Em 2015, Dilma já havia concentrado a liberação de dinheiro para obras e programas indicados pelos parlamentares logo após o pedido de impeachment chegar à Câmara, em outubro daquele ano. Foram mais de R$ 3 bilhões empenhados em três meses. Apesar disso, o então presidente da Casa, Eduardo Cunha (MDB-RJ), autorizou a abertura do processo após o PT votar contra ele no Conselho de Ética.“Todos os presidentes, em maior ou menor grau, utilizaram do expediente das emendas para conseguir apoio. Embora muitos achem isso pouco republicano, não há nada ilegal. A questão é que Bolsonaro se constituiu como o ‘novo’, que condenava isso como prática da velha política. Mas falar é uma coisa, governar é outra. Ele acabou jogando a pedra para o alto sem pensar que o telhado dele é de vidro”, afirmou o cientista político Rodrigo Prando.Bolsonaro minimizou as críticas que sofreu por causa das emendas alegando que, como elas são impositivas, suas liberações independem da vontade do presidente. “Tudo o que é liberado está no Orçamento. Nada foi inventado. Não tem mala, não tem conversa escondidinha em lugar nenhum. É tudo à luz da legislação”, disse um dia após a aprovação da reforma.Deputados pró-reforma lideram ranking de verbas Deputados aliados do governo Jair Bolsonaro e de partidos do Centrão que votaram a favor da reforma da Previdência lideram o ranking dos parlamentares que mais tiveram emendas liberadas neste ano, segundo dados oficiais do portal Siga Brasil, controlado pelo Senado.

Fonte: Estadão



Cordialmente
João Bandeira – Presidente
Paulo André – Secretário Geral