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DA:       FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS DE AL/PE/RN

PARA:   SINDICATOS DE BANCÁRIOS FILIADOS   

REF: INFORME DA FEEB AL/PE/RN – Nº 039-2019 – DE 28/03/2019


REUNIÃO ENTRE ENTIDADES REPRESENTATIVAS E PRESIDENTE DA CAIXA  -  Em reunião ontem dia 26, representantes dos empregados da CAIXA obtiveram compromissos importantes para os empregados durante audiência com o presidente da Caixa Pedro Guimaraes. Diversos assuntos foram tratados entre os principais está a manutenção da mesa de negociação permanente, a data para a divulgação do balanço, a contratação de aprovados em concurso e a abertura de novas agências. O primeiro deles tem a ver com a valorização e a manutenção da mesa permanente de negociação e da negociação coletiva, com as quais Pedro Guimarães se comprometeu respeitar e manter. O presidente Pedro Guimarães não confirmou as informações que circulam pelas redes sociais de que haveria um redução no lucro da Caixa deste ano, apenas informou que o balanço será divulgado sexta-feira 29, imediatamente também será paga a PLR dos empregados. Guimarães revelou que pretende realizar um Plano de Demissão Voluntária, oportunizando que bancários que já estão aposentados e que terão idade de aposentadoria, por exemplo, se demitam voluntariamente. O presidente informou que existe a possibilidade de um acordo no processo dos concursados de 2014, os quais se esse acordo se concretizar, serão admitidos até o limite de contratações estabelecido pela regra atual, em que a Caixa pode ter no máximo 87 mil empregados, e que tal situação só aconteceria depois da realização do PDV. Disse também que serão abertas 7 mil novas lotéricas no país, visando desafogar as agências da Caixa, e que não há nenhum plano de privatização do banco, há sim a intenção de abrir o capital de diversas áreas, como a Caixa Cartões e a seguradora, e que isso seria uma posição do Governo Bolsonaro. As Entidades Representativas por sua vez reforçaram a preocupação em aprofundar temas como manutenção da CAIXA 100% Pública, Saúde CAIXA, Contencioso Judicial FUNCEF.



REFORMA REDUZ APOSENTADORIA POR IDADE; QUEM GANHARIA R$ 2.000 PERDE R$ 877  -  Na reforma da Previdência, quem está próximo de completar os requisitos para se aposentar por idade entrará em uma regra de transição que deixa o valor do benefício menor do que as regras atuais. Hoje, na hora de calcular a média salarial, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) descarta os menores salários de contribuição. A proposta do governo é considerar todas as contribuições, portanto, essa média acaba ficando menor do que a atua. Veja qual seria a perda na aposentadoria Um trabalhador de 65 anos de idade, com 20 anos de contribuição e com média salarial de R$ 2.240,90 receberia hoje 90% da média, e sua aposentadoria seria de R$ 2.016,81. Com a reforma, a média salarial desse mesmo trabalhador cairia para R$ 1.899,41. Ele receberia 60% da média, e a aposentadoria seria de R$ 1.139,65, uma diferença de R$ 877,16. Os cálculos foram elaborados pelo Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários). Para ter 100%, reforma exige 40 anos de contribuição Além dessa diferença na média, a proposta muda a regra de cálculo da aposentadoria. Quem hoje tem 15 anos de contribuição, que é o tempo mínimo exigido na aposentadoria por idade, ganha 85% da média salarial. Se tiver 20 anos de pagamentos, terá 90% da média. Com 30 anos de contribuição, é possível receber 100%. Se a reforma da Previdência passar no Congresso como está, quem entrar na regra de transição ganhará 60% da média se tiver entre 15 e 20 anos de contribuição. Para atingir 100% da média salarial, será preciso contribuir por 40 anos. Quem começa a trabalhar cedo é prejudicado "Muitas pessoas começam a trabalhar cedo, sem vínculo oficial. Por isso, quando elas vão se aposentar, acabam pedindo a aposentadoria por idade. Essas pessoas vão ser punidas", disse a advogada previdenciária Marta Gueller. Só não sentiriam uma mudança significativa no valor do benefício aqueles segurados que sempre ganharam pouco ou sempre contribuíram pelo salário mínimo. Mesmo que a média salarial fique baixa, o valor do benefício sobe para o salário mínimo. Veja os detalhes das regras de cálculo Como é hoje: O INSS calcula a média com os 80% maiores salários de contribuição desde julho de 1994. Depois, usa 70% da média mais 1% a cada ano de contribuição. Como é preciso contribuir por no mínimo 15 anos, o segurado recebe ao menos 85% da média. 15 anos de contribuição: 85% da média salarial 16 anos de contribuição: 86% 17 anos de contribuição: 87% 18 anos de contribuição: 88% 19 anos de contribuição: 89% 20 anos de contribuição: 90% 21 anos de contribuição: 91% 22 anos de contribuição: 92% 23 anos de contribuição: 93% 24 anos de contribuição: 94% 25 anos de contribuição: 95% 26 anos de contribuição: 96% 27 anos de contribuição: 97% 28 anos de contribuição: 98% 29 anos de contribuição: 99% 30 anos de contribuição: 100% Como pode ficar: Serão considerados 60% da média salarial de todo período trabalhado desde julho de 1994, mais 2% a cada ano que ultrapassar 20 anos de contribuição. Como não descarta as menores contribuições, a média salarial fica menor. Caso se aposente pela regra de transição, o valor do benefício seria de 60% da média. 15 anos a 20 anos de contribuição: 60% da média salarial 21 anos de contribuição: 62% 22 anos de contribuição: 64% 23 anos de contribuição: 66% 24 anos de contribuição: 68% 25 anos de contribuição: 70% 26 anos de contribuição: 72% 27 anos de contribuição: 74% 28 anos de contribuição: 76% 29 anos de contribuição: 78% 30 anos de contribuição: 80% 31 anos de contribuição: 82% 32 anos de contribuição: 84% 33 anos de contribuição: 86% 34 anos de contribuição: 88% 35 anos de contribuição: 90% 36 anos de contribuição: 92% 37 anos de contribuição: 94% 38 anos de contribuição: 96% 39 anos de contribuição: 98% 40 anos de contribuição: 100% Transição prevê mais tempo de contribuição e idade Hoje a aposentadoria por idade exige 60 anos para mulheres e 65 anos para homens, com 15 anos de contribuição. A proposta da reforma prevê uma idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com 20 anos de contribuição. Pela regra de transição, o tempo mínimo de contribuição subirá seis meses a cada ano, até chegar a 20 anos, em 2029. A idade mínima da mulher subirá seis meses a cada ano, até chegar aos 62 anos, em 2023. Para homens, a idade mínima já é de 65 anos na aposentadoria por idade.



Direito adquirido O advogado do Ieprev Thiago Gonçalves de Araújo afirmou que os trabalhadores que completarem os requisitos mínimos para pedir a aposentadoria por idade antes da reforma da Previdência têm o chamado direito adquirido. Mesmo que peçam a aposentadoria após a entrada em vigor das novas regras, esses segurados terão direito ao cálculo do benefício mais vantajoso. Porém, quem completar os requisitos mínimos no dia em que a reforma começar a valer não terá essa opção e precisará seguir as novas regras.

Fonte: UOL



Cordialmente
João Bandeira – Presidente
Paulo André – Secretário Geral