INFORMATIVOS | Voltar

DA:       FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS DE AL/PE/RN

PARA:   SINDICATOS DE BANCÁRIOS FILIADOS   

REF: INFORME DA FEEB AL/PE/RN – Nº 089-2020 – DE 09/06/2020


CONTEC SOLICITA QUE RETORNO NA CAIXA SEJA SÓ EM SETEMBRO  -  essa segunda -feira (8/6), a CONTEC encaminhou ofício à CAIXA ECONÔMICA FEDERAL solicitando que o banco só permita o retorno dos empregados em setembro. A entidade destacou que está muito preocupada com a atual pandemia, que já tirou a vida de mais de 35 mil brasileiros e que o momento merece muita cautela, uma vez que os números de infectados só aumentam e não há indicação de controle da doença no Brasil. Ofício nº 2020-0090 – CEF (1)

Fonte: Diretoria Executiva da CONTEC



COMPANHIAS JÁ ADEREM AO HOME OFFICE PERMANENTE  -  Benjamim Quadros, CEO da BRQ, que vai ter todos os funcionários remotos, diz que vai manter escritórios apenas para servirem como ambientes de convivência. Os 150 funcionários que trabalhavam no escritório da LafargeHolcim, no centro no Rio de Janeiro, não vão mais voltar para lá quando a pandemia passar. Eles atuam na área administrativa da multinacional suíça que fabrica materiais de construção e, a partir de agora, vão trabalhar de casa. A companhia, que emprega 1.500 funcionários no país, vai entregar o imóvel do escritório carioca e estima economizar R$ 2 milhões ao ano, ao eliminar custo fixo com aluguel, condomínio, estacionamento, copa, manutenção e recepcionista. O teletrabalho para a área administrativa já era adotado uma ou duas vezes por semana, mas a pandemia foi o empurrão para que a prática fosse estendida em tempo integral nesta unidade, segundo a diretora de recursos humanos, Juliana Andrigueto. Empresas ouvidas pelo Valor estão indo na mesma direção. Como a LafargeHolcim, algumas já decidiram entregar escritórios e colocar uma parte dos funcionários trabalhando definitivamente de casa após o fim da pandemia. Outras estudam adotar o regime para todo o efetivo e há ainda as que estenderam a permanência do home office para o fim deste ano ou 2021. A justificativa, em geral, é o ganho de produtividade que obtiveram nesse período experimental, além do corte de custos fixos com a manutenção de escritórios. A tendência, na visão delas, é que os escritórios virem espaços para reuniões, treinamentos e não representem mais o local para o expediente de trabalho. “Nossa intenção é transformar os nossos escritórios em ambientes de convivência. O propósito do escritório vai mudar, ele vai ser o lugar de networking, de contato”, diz Benjamim Quadros, CEO da empresa de tecnologia BRQ, que tem quase 3 mil funcionários em dez escritórios, no Brasil e exterior. Ele diz que a companhia também decidiu que a partir da experiência com a pandemia, vai permitir que todos os funcionários exerçam suas funções de qualquer lugar. “Já entreguei 10% dos imóveis alugados e só não nos desfizemos de mais porque vamos ter que esperar para ver qual vai ser a dinâmica do cliente depois”, diz. Enquanto espera para ver a evolução do mercado, Quadros já renegociou vários alugueis, conseguindo até 50% de abatimento. Mas a redução dos custos fixos, segundo ele, foi equilibrada com o investimento que precisou ser feito para melhorar as plataformas digitais e comprar licenças para que todos pudessem atuar remotamente. Como uma empresa de tecnologia, ele conta que alguns funcionários já trabalhavam em grupos virtuais, em squads de criação, e se adaptaram rapidamente ao home office em tempo integral. “O que mais nos incentivou a adotar o trabalho remoto foi o ganho que tivemos em produtividade”, afirma. Em uma pesquisa interna, 50% dos funcionários disseram se sentir mais produtivos em casa e 72% afirmaram que ganharam em qualidade de vida. Entre os insatisfeitos aparece um percentual pequeno, em torno de 6%, principalmente da área de marketing que se sentiram menos criativos longe do contato pessoal com os colegas. As relações mudam a distância, mas Quadros, diz que no seu caso nunca se sentiu tão próximo dos funcionários. “Simplificamos muito a estrutura hierárquica”, afirma. Durante a pandemia, a empresa adotou um sistema de agenda compartilhada, onde todos têm acesso. “Se eu tenho um ponto que preciso falar em determinado assunto, eu entro na reunião virtual sem precisar avisar”. A governança da empresa, segundo ele, está sendo repensada em todos os níveis. O teletrabalho requer regras para que funcione com mais tranquilidade. Juliana Andrigueto, da LafargeHolcim, diz que algumas regras foram estabelecidas durante a quarentena e vão agora fazer parte de um manual de conduta. “Estabelecemos um horário limite para se marcar as reuniões, o respeito ao intervalo do almoço, a indicação para se evitar mandar mensagens de trabalho no fim de semana”, diz. No início da pandemia, os funcionários do Rio puderam buscar suas cadeiras, desktop, teclado e até o descanso para os pés. A empresa pagou um Uber para quem não tinha carro poder buscar. Também passou a oferecer um auxílio home office de R$ 150,00. Não houve demissões, mas a antecipação de férias em alguns casos. “Alguns gestores eram resistentes ao home office, mas a experiência na pandemia os fez acreditar que dá certo”, diz Juliana. A comunicação foi reforçada e incentivada entre os gestores. “Para buscar um alinhamento é preciso se comunicar constantemente”, afirma. De olho na nova forma de trabalho, a advogada Débora de Paula, 31 anos, que atua na área de compliance e contencioso cível da LafargeHolcim no Rio, diz que já programando almoços na casa dos colegas assim que a pandemia passar. Como não vai mais voltar ao escritório, essa deve ser a forma de manter o papo que antes ocorria na hora do cafezinho ou no self service. Ela está contente com a implementação do teletrabalho pois vai economizar o tempo de deslocamento e ficar mais próxima da família. Seu marido trabalha em uma multinacional com sede no exterior e já faz home office há um bom tempo. Agora, os dois estão dividindo o espaço e se revezando no cuidado do filho de apenas um ano e meio de idade. Ela conta que quando foi tirar as coisas do escritório optou por não trazer a cadeira. “Preferi encher o carro com meus livros jurídicos”, diz. Como seu gestor já ficava em outra cidade, a relação de trabalho não vai mudar e ela acredita que os clientes na pandemia já se acostumaram com a realização de videoconferências. A CVC já tinha o plano de colocar 400 dos seus mais de 4 mil funcionários, no Brasil e exterior, em home office este ano. Depois da experiência remota por conta da covid-19, esse número deve dobrar. “Queremos que nossos funcionários tenham mobilidade para trabalhar. Essa flexibilidade vai trazer qualidade de vida para eles, que vão economizar tempo e dinheiro e a empresa vai simplificar a sua estrutura física”, diz Marcello Zappia, diretor de gente e gestão da CVC. Ele diz que na pandemia foi possível perceber que não é preciso ficar 100% do tempo no escritório. “Acredito no modelo em que exista um contato olho no olho, e que uma parte se reúna fisicamente para manter a criatividade, mas o escritório vai ser um lugar de debate e de gestão do conhecimento”. A sede da empresa, em Santo André, na região do ABC paulista, ocupa seis prédios. Em São Paulo, a CVC aluga um andar em um prédio de coworking, onde funciona o seu hub digital. “Estamos analisando o que vamos fazer”, diz Zappia. Além deles, possui 1,4 mil lojas de franquia. Em meio a pandemia, a maior empresa de turismo do país trocou de presidente, que começou a trabalhar remotamente. Houve redução de salário entre 25% e 50%, menos para a área de TI, que agora está acelerando a criação de uma plataforma unificada e a transformação digital de todos os negócios do grupo. Zappia diz que esse período da pandemia fez com que a empresa repensasse processos internos. “Antes, podíamos não considerar o pedido de alguém que queria ser contratado para trabalhar uma ou duas vezes por semana de casa, agora será diferente”, diz. A indústria do turismo vai ter que se reinventar, diz. Na Coca-Cola, o trabalho remoto foi estendido até o fim do ano para cerca de 600 profissionais, considerando terceiros e associados, que atuam nos escritórios da companhia. “O objetivo de ter grande parte dos funcionários em casa é contribuir para a segurança e saúde dos que não podem exercer suas atividades de forma remota”, diz Simone Grossmann, VP de RH da Coca-Cola Brasil, citando que a companhia possui nove engarrafadores que continuam operando para produção e distribuição. O home office começou no 16 de março, foi estendido à medida que a pandemia evoluiu no país e exigiu diversas adaptações. Segundo Simone, foi preciso repensar funções e reorganizar os times em novos papéis, priorizando o que era mais importante para o negócio da empresa diante de uma “crise inédita”. Pandemia levou CVC a dobrar o número de funcionários que já planejava deixar remotos este ano Para ter certeza de que os times estavam seguindo na mesma direção, a companhia instituiu um feedback mensal entre funcionário e o gestor. Também realizou pesquisas para avaliar a experiência do trabalho remoto e mapear as necessidades que iam surgindo, como ajuda de custo para montagem de estação de trabalho, rodas de terapia em grupo e horário flexível para que cada pessoa ajuste sua rotina. Mais do que dar respostas prontas e definitivas nesse momento, Simone diz que a companhia tem realizado reuniões virtuais, que incluem o CEO, para atualizar as próximas decisões. “Essa troca é essencial para que todos saibam, com muita transparência, em que pé andam as coisas e entendam as prioridades”. A CI&T, multinacional de serviços de TI, também decidiu estender o home office de 2,3 mil funcionários até o fim de 2020. Pesou nesta decisão, diz Carla Borges, head of people, garantir a segurança e saúde dos funcionários, mas também a constatação de que os clientes da empresa iriam fazer o mesmo e estavam, de certa forma, confortáveis de lidar com os negócios de forma virtual. A decisão não será imposta aos funcionários. Aqueles que sentirem vontade de voltar ao escritório poderão fazê-lo a partir de agosto, quando ficarão prontas as mudanças no espaço físico para garantir o distanciamento social mínimo e novos protocolos. “Em um primeiro momento de re-ocupação, vamos permitir que até 30% das pessoas voltem se quiserem”, diz Carla, citando que a companhia tinha concluído a reforma de um de seus prédios e lançado um novo Prisma, espaço de cocriação e experiências, no pré-pandemia. “Há um desejo das pessoas de usarem esses novos espaços, mas também há uma percepção de muita gente que não têm gostado da experiência do trabalho remoto. Nossas pesquisas indicam que quem mora sozinho e muitas mães, estafadas com a sobrecarga de tarefas, desejam voltar”, diz. Ao mesmo tempo, as pesquisas indicam que a experiência têm sido positiva e benéfica para outros. Como não há uma clareza sobre o que as pessoas de fato desejam com relação ao home office, o entendimento de que o teletrabalho exige mudanças no contrato e o fato de que a situação vivida atual não é “normal”, a CI&T optou por não tomar uma decisão definitiva. A executiva diz que o RH ainda quer estudar o impacto do teletrabalho em questões emocionais e em custos. “O teletrabalho pode até reduzir custos no curto prazo, mas no longo prazo, precisaremos garantir infraestrutura a todos e fazer desse formato uma estratégia para atrair talentos e um mecanismo saudável de trabalho”. Este é, inclusive, um dos alertas que Paul Ferreira, diretor do centro de liderança da Fundação Dom Cabral, traz às companhias que avaliam a permanência do trabalho remoto. “Quem trabalha bem em casa e é mais produtivo será disputado pelas companhias. Mas essas pessoas vão saber desse diferencial e irão negociar benefícios diferentes, muito além dos tradicionais. Elas poderão pedir auxílio para infraestrutura e até para aspectos como ajuda na escolarização dos filhos. As empresas precisarão repensar esses benefícios”, afirma. A liderança, em sua visão, precisa se atentar também à questões envolvendo sobrecarga de trabalho, definição de metas claras e transparentes e comunicação eficaz e próxima. “Nossas pesquisas mostram que, em geral, as pessoas têm uma percepção positiva do home office. Mas suas preocupações com relação aos chefes permanecem. Elas se perguntam se o gestor está transmitindo de maneira eficaz as informações, se ele é capaz de avaliar bem o trabalho delas e se está colocando barreiras que delimitam a linha entre o pessoal e profissional”, diz Ferreira. O executivo Alexandre Gama, que vendeu a agência Neogama em 2002 e no ano passado montou a Inovnation, que já nasceu para atuar de forma 100% remota e reúne várias empresas e negócios diferentes, diz que o maior obstáculo sempre foi a mudança de mindset dos profissionais. “As oito horas de trabalho acontecem de forma não corrida, o corpo diretivo tem que alinhar a métrica e a performance conforme os interesses da empresa”, afirma. Ele diz que no formato remoto, sua estrutura é mais horizontal, há menos formalidade, os gestores fazem a distribuição de tarefas e as pessoas se organizam para fazer o que foi pedido da melhor maneira. “Dependendo da necessidade acionávamos um coworking para falar com clientes, ou marcávamos um café da manhã para nos encontrarmos e injetar o prazer das reuniões presenciais. Esse modelo vai predominar depois da pandemia.”

Fonte: Valor Econômico



BANCOS FICARÃO FECHADOS EM TODO O PAÍS NESTA QUINTA-FEIRA, DIZ FEBRABAN  -  Mesmo em cidades que anteciparam o feriado de Corpus Christi, agências não terão atendimento. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as agências bancárias de todo o país ficarão fechadas nesta quinta-feira (11), dia de Corpus Christi. Não haverá atendimento mesmo nas cidades que anteciparam o feriado devido à pandemia de coronavírus, como São Paulo. Na capital paulista, o feriado foi antecipado para 20 de maio – mas, naquela data, as agências bancárias seguiram funcionando, ainda que em horário reduzido, para seguir realizando os pagamentos do Auxílio Emergencial. Com as agências fechadas, o pagamento de contas e boletos com vencimento em 11 de junho, incluindo de concessionárias, fica prorrogado até o dia útil seguinte. Com o feriado, o calendário de saques do Auxílio Emergencial será pausado: na quinta-feira, não haverá novas liberações para transferências e retiradas. Aniversariantes em novembro e dezembro poderão movimentar as contas a partir de sexta e sábado, respectivamente. Auxílio Emergencial segunda parcela - saque e transferência da poupança social — Foto: Economia G1 Auxílio Emergencial segunda parcela – saque e transferência da poupança social —

Fonte: Economia G1 Diretoria Executiva da CONTEC



PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL DEFENDE NOVAMENTE QUE ÓRGÃO SEJA PRIVATIZADO  -  Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil - Amanda Perobelli/Reuters Em reunião com os parlamentares da comissão do Congresso que acompanha as ações econômicas relativas à pandemia de coronavírus, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, admitiu hoje que há uma dificuldade dos bancos em se interessarem pelo crédito para o pequeno empresário neste momento. "E não é uma demanda saudável. É a demanda dos desesperados. Não é uma demanda para produzir, não é uma demanda para vender, não é uma demanda para investir." Ele também causou polêmica ao defender a privatização do banco, após dizer que a competição será muito intensa nos próximos anos. "A minha dúvida é se, com as amarras que nós temos do setor público, vamos ter velocidade de transformação que nos permita uma adaptação a esse novo mundo. Eu sinceramente desconfio que não", disse ele. "Hoje, o Banco do Brasil, apesar de ser extremamente eficiente, ter um pessoal extremamente qualificado e dedicado, concorre com os outros bancos com bolas de chumbo amarradas aos pés. As decisões são todas demoradas, têm que passar por TCU, Sest, Secom, CGU...", continuou. O deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE) estranhou que Novaes tenha passado boa parte da sua apresentação inicial destacando títulos conquistados pelo banco como o de "Banco Mais Inovador da América Latina", concedido pela revista Global Finance, e em seguida tenha afirmado que é preciso se desfazer da instituição. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também discordou de Novaes. Ele disse que o Banco do Brasil, como um banco público, tem um importante papel para o desenvolvimento da economia brasileira. "Ele deveria continuar sendo do povo brasileiro. É fundamental ele continuar apoiando a agricultura. E, evidente, ele não pode ter uma lógica só de ter lucros", salientou o deputado. Empréstimos Sobre os empréstimos para pequenas empresas, Rubem Novaes ainda disse que o Banco do Brasil vem fazendo a sua parte e que já prorrogou quase R$ 25 bilhões de empréstimos de pequenas e médias empresas. Os novos créditos, porém, atingiram pouco mais de R$ 8 bilhões. A diretoria do banco confirmou um questionamento do relator, deputado Francisco Jr (PSD-GO): clientes que não pagaram as suas dívidas há menos de 5 anos não terão acesso a crédito novo no BB, mesmo na situação atual. Novaes explicou que os bancos buscam a rentabilidade."É muito difícil atingir o pequenininho. O custo de servir, o custo de atingir o pequeno geralmente não compensa para o sistema bancário. O banco passa a ter outras atividades que o remuneram melhor. Se tem uma atividade com menor atratividade, o banco vai buscar aquilo que lhe interessa mais fazer, é natural", afirmou. O presidente do Banco do Brasil disse que o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) deve decolar agora porque o governo vai garantir 85% do prejuízo dos créditos não pagos. O relator da comissão mista, deputado Francisco Jr., reclamou que vários requerimentos de informação dos parlamentares não estão sendo respondidos pelo governo. O presidente da comissão, senador Confúcio Moura (MDB-RO), disse que vai ligar para as autoridades responsáveis para cobrar as respostas.

Fonte: UOL da Agência Câmara



Cordialmente
João Bandeira – Presidente
Paulo André – Secretário Geral