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Especialista prevê adaptação do mercado para a classe C  

Moradores desse grupo buscam produtos inovadores com preços que são mais competitivos

Analídia Ferri

Segundo o economista Edgard Monforte Merlo, muitas empresas terão que se adequar para atender a classe C.

"Os dados mostram uma tendência que vem se consolidando no interior do Estado de São Paulo, que é a importância do consumo da nova classe média", diz. "Esse painel mostra uma realidade complexa, à qual as empresas terão que se adaptar".

"Os diferentes hábitos de consumo das duas camadas que mais crescem, o consumo de alta renda, que tem se mantido estável, e o consumo da nova classe média", comenta.

Conforme Merlo, as pesquisas mostram que os hábitos de consumo dessa nova classe média têm suas peculiaridades.

"Geralmente, essa classe busca produtos inovadores com preços mais competitivos e isso gera um grande potencial para o aumento do consumo", aponta.

"As empresas mais ágeis têm se adaptado a essa oportunidade, lançando produtos que combinam inovação com preço competitivo".

O especialista explica que o crescimento da nova classe média pode impulsionar ainda mais a economia em 2012, caso essa fatia da população consiga colaborar para o aumento do consumo de diferentes serviços.

"Esse fenômeno é muito importante para o desenvolvimento dos diversos segmentos da economia, aumentando a competição e as possibilidades de consumo", comenta.

"Esse ajuste da economia, se bem conduzido perante o novo cenário internacional, pode ser muito importante para a manutenção da demanda interna no próximo ano".

Tendência é ir aos bairros
A tendência é as operadoras de serviços se voltem com urgência para os bairros de Ribeirão Preto onde vive a classe C.

Nos últimos oito anos, o aumento do poder de compra desses moradores é responsável por números bem prósperos.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a quantidade de contratos de serviços nessa classe cresceu de 4,5 milhões, em 2006, para 11,6 milhões, até agosto deste ano, ou seja, 153% de crescimento nos últimos cinco anos. Especificamente no estado de São Paulo, o número de assinaturas passou de 3,5 milhões para 4,7 milhões, aumento de 30,92%, nos últimos 12 meses

Segundo informações da assessoria de imprensa da Telefônica I Vivo, 58% da base de seus clientes no estado de São Paulo está no interior.

O crescimento do uso da banda larga no interior foi de 21,2%. Já na capital, o aumento foi de 6%.
"As classes C e D estão comprando mais, pois o preço praticado no mercado, somado às ofertas agressivas, tem atraído esse público", contou o presidente do Grupo Telêfonica, Antônio Carlos Valente, durante coletiva de imprensa na terça-feira (6), em São Paulo.